Candidato do PS em 2006: 785.355
Candidato do PS em 2011: 829.796
Variação: +5,66%
Candidato do PSD em 2006: 2.773.431
Candidato do PSD em 2011: 2.223.133
Variação: -19,84%
Quem é que é o vencedor da noite afinal?
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
À hora de almoço já há surpresas!
Deve ser das poucas vezes que Mário Soares não levará uma multa da CNE por declarações impróprias na flash interview pós-voto. Ainda por cima disse que a campanha foi desagradável. Concordo. Soares é fixe e o resto que se lixe (desta vez).
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Um voto branco não é um voto mudo
No meu último texto disse que apesar de Cavaco Silva se ter esforçado para não ter o meu voto, acabaria por tê-lo. O actual PR manteve a linha e hoje saiu-se com mais um pérola, defendendo que melhor do que o corte dos salários de alguns funcionários públicos teria sido um imposto extraordinário alargado também ao sector privado. Resumindo, Cavaco Silva não descola do paradigma socialista de que o problema do país não é excesso de estado e que podemos continuar a sugar a população com mais impostos. Ou se Cavaco não acha isto, não disse uma palavra sobre como seria o Estado mais leve que defende. Alguém resumiu melhor do que eu:
A arrogância e altivez da campanha roçam o insuportável. O argumento inaceitável de que uma segunda volta sai cara não é novo. E vem no seguimento de outras posições sobre o quanto fica cara uma campanha. O Presidente da República deveria ser o primeiro a dizer que os custos das eleições são ínfimos face aos benefícios que todos colhemos de viver numa democracia viva.Como disse um amigo: "uma segunda volta fazia-lhe muito bem". Fazia sim. Mas eu não sei se aguento mais 3 semanas desta barulheira.
Apesar de continuar certo que nenhum dos outros candidatos será melhor em Belém do que Cavaco Silva, não sei até que ponto acho interessante que o PR saia muito fortalecido deste acto eleitoral. Um candidato que economicamente está, indiscutivelmente, à esquerda das minhas convicções, será muito provavelmente um entrave a algumas das reformas que acredito serem essenciais para mudar a cultura de passividade e dependência do Estado do nosso país e levar-nos a crescer.
Bem sei que o meu voto não vale muito, mas se me concentrasse nisso então nem iria votar. Vou usar o dia de amanhã, em que misericordiosamente não há circo, para reflectir.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A minha escolha

Tenho acompanhado com algum desalento a campanha para as eleições presidenciais. Não irei gastar mais do que esta frase com o candidato "Coelho ao Poleiro" e Defensor de Moura, cujas mensagens assentam no ataque pessoal a Cavaco Silva. Francisco Lopes encarna a mais pura das cassetes comunistas, não me custando imaginá-lo a sair de uma câmara de criogenia da cave do Politburo da URSS.
Manuel Alegre representa, na minha opinião já aqui plasmada, o país iludido e apaixonado pela sua própria ilusão, agarrado aos chavões do Estado Social intocável. É esta ilusão uma das causas da situação a que chegamos. A sua campanha é digna do Bloco de Esquerda e o PS só encaixa quando utiliza os seus pit bull.
Depois de uma entrada em falso, Fernando Nobre tem sido uma boa surpresa. Abandonou a mensagem dos "casos", favorecida por Alegre, e tem-se focado na mobilização da sociedade civil para fazer face às seríssimas dificuldades que Portugal enfrenta. Algumas das suas tiradas mais apaixonadas e a roçar a um certo populismo, parecem-me espontâneas, vindas de alguém que conhece bem a miséria e que verdadeiramente sofre com ela.
Seguramente me parece mais genuíno que Cavaco Silva, recentemente convertido ao discurso populista, com desapontantes intervenções sobre a desigualdade dos sacrifícios, sem apontar caminhos mais justos. A habitual postura da "última virgem" honesta e inquestionável não tranquiliza. Compreendo, apesar de tudo, a dificuldade que enfrenta ao querer manter-se um referencial de estabilidade e simultaneamente marcar a descolagem ao governo, necessária para fundamentar as inevitáveis críticas e "puxar de tapete" político que irá acontecer quando o falhanço do actual executivo se tornar (ainda) mais claro, nos próximos meses.
Tendo apenas dois candidatos que não considero aberrações políticas, mas que de uma forma ou de outra ficam aquém do que gostaria, o voto branco tornou-se para mim uma hipótese apetecível. No entanto, após uma rápida reflexão, decidi que vou votar em Cavaco Silva, ainda que sem a convicção com que o fiz há 5 anos atrás. A minha escolha prende-se com uma simples razão. Estou convencido que a nossa situação financeira está longe da resolução e que medidas mais duras são inevitáveis. Nesse momento, a última coisa de que vamos precisar é de ter em Belém mais uma fonte de ruído e instabilidade. O único candidato que me parece entender a real situação de Portugal e que, fora esta tristíssima campanha, tem dado provas de ponderação, é o actual PR. Votarei com a esperança de ter em Cavaco Silva uma voz que irá contribuir para a solução e não para o problema. Se assim não for, as consequências serão bem mais nefastas para o país do que mais uma desilusão pessoal.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Um triste Alegre
A campanha de Manuel Alegre apenas não tem sido uma desilusão porque não se esperava mais do candidato. Todos os dias o seu ponto forte é um "caso". Ora são as acções do BPN que Cavaco Silva comprou, ora são as escutas a Belém (mal explicadas, é certo). Seguidamente o plano maquiavélico de Cavaco para dissolver o Parlamento, derrubando o Governo. Bem, este suposto plano dificilmente roubaria votos a Cavaco Silva.
Entretanto eis que Alegre se lembrou de propor uma suspensão da campanha para que Cavaco tentasse impedir a entrada do FMI em Portugal. Revelador. Alegre ainda acha que isto é tudo uma questão de se falar com jeitinho com Sarkozy e Merkel. A conversar é que a gente se entende! Hoje foi um intrigante "exame de adopção à democracia" que o actual PR terá tido de fazer. Não vou elaborar porque confesso não ter entendido do que se trata, nem tenho grande expectativa de o vir a fazer. Passamos pela ausência no funeral de Saramago, que seria a suprema hipocrisia e um incómodo, segundo a viúva. De facto o país pode não precisar de um manual de finanças, mas a única coisa pior que um PR que só percebe de finanças é um PR que não percebe nada de finanças, quando o país enfrente um problema de...financiamento!
A única coisa próxima de conteúdo que Manuel Alegre exprime é uma defesa do "Estado Social", nomeadamente o Serviço Nacional de Saúde, em quem ninguém toca. Logicamente não explica como poderá manter o dito ao mesmo tempo que o país está de chapéu estendido. Assim, parece-me, não vai lá. Mas se não fosse assim, não seria igual a si mesmo, nem à visão do país em que acredita.
É também esta visão inconsequente do nosso país, prevalecente no nosso país há décadas, transversal a vários partidos da esquerda à direita, que importa ultrapassar, se queremos aspirar a um futuro melhor.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Terra chama candidatos
Folgo em ver que, após uma semana dedicada à não-política dos negócios privados e sem indício algum de legalidade de Cavaco Silva, a realidade (trágica) do país trouxe os nossos excelsos candidatos presidenciais de volta à Terra. A iminente, e dispendiosamente adiada, entrada do FMI em Portugal passou a dominar a campanha. Agora sim podemos discutir política:
- O Presidente Cavaco Silva é responsável pela situação a que chegamos? Se sim, o que deveria ter dito ou feito?
- O que pensam os candidatos da entrada do FMI? São contra? Se sim, que estratégia sugerem? Devemos cortar na despesa? Onde?
- Adiar a entrada do FMI valeu a pena? Quanto nos custou? Quais os custos da intervenção externa no país? Estamos a perder soberania? Ou estamos a assumir que falhamos enquanto sociedade em vivermos dentro das nossas possibilidades sem hipotecar as gerações futuras (e a geração presente)?
- Abandonando o chavão do "Estado Social", que serviços o Estado tem condições para continuar a prover? Quais devem ser gratuitos? Devem todos pagar o mesmo qualquer que sejam os seus rendimentos? Que serviços públicos devem ser directamente assegurados pelo Estado e quais podem/devem ser concessionados e em que moldes?
- Não basta gastar menos. Se não crescermos não conseguimos assegurar o serviço da dívida. O que vamos prometer a quem nos empresta dinheiro para assegurar que vamos mudar de rumo?
sábado, 9 de outubro de 2010
Bolas!
Uma sondagem divulgada nas últimas horas dá 70% (!) de intenções de voto, nas próximas eleições presidenciais, ao actual Presidente da República, Cavaco Silva. Manuel Alegre fica-se pelos 22%.
Sinceramente, não consigo estar muito crente nesta sondagem. Valores como 1% para o candidato do PCP (não me lembro agora do nome da cassete destas eleições), seguramente não se verificarão em Janeiro. A campanha ainda não começou e os candidatos da esquerda irão seguramente subir. No entanto, a habitual reeleição do PR em funções deve verificar-se.
Numa altura em que o país está a oscilar perigosamente no limite do abismo financeiro e em que a solução passará seguramente pelos partidos do centrão (PS e PSD) não é de estranhar que os portugueses se virem para o único candidato verdadeiramente desta área política. Manuel Alegre é cada vez mais o candidato do Bloco de Esquerda e as propostas recentes de austeridade do seu partido contribuíram para acentuar a clivagem entre o poeta e os dirigentes socialistas.
Contudo, esta sondagem ficará totalmente obsoleta caso se confirme a não aprovação do Orçamento de Estado para 2010 Tal obrigaria Cavaco a intervir para encontrar uma solução governativa de gestão, dado que só poderá dissolver o parlamento depois da hipotética reeleição. Qualquer intervenção está condenada a desagradar a uns ou a outros. A somar à crise, é uma boa razão para o PR se empenhar na aprovação deste orçamento.
Sinceramente, não consigo estar muito crente nesta sondagem. Valores como 1% para o candidato do PCP (não me lembro agora do nome da cassete destas eleições), seguramente não se verificarão em Janeiro. A campanha ainda não começou e os candidatos da esquerda irão seguramente subir. No entanto, a habitual reeleição do PR em funções deve verificar-se.
Numa altura em que o país está a oscilar perigosamente no limite do abismo financeiro e em que a solução passará seguramente pelos partidos do centrão (PS e PSD) não é de estranhar que os portugueses se virem para o único candidato verdadeiramente desta área política. Manuel Alegre é cada vez mais o candidato do Bloco de Esquerda e as propostas recentes de austeridade do seu partido contribuíram para acentuar a clivagem entre o poeta e os dirigentes socialistas.
Contudo, esta sondagem ficará totalmente obsoleta caso se confirme a não aprovação do Orçamento de Estado para 2010 Tal obrigaria Cavaco a intervir para encontrar uma solução governativa de gestão, dado que só poderá dissolver o parlamento depois da hipotética reeleição. Qualquer intervenção está condenada a desagradar a uns ou a outros. A somar à crise, é uma boa razão para o PR se empenhar na aprovação deste orçamento.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Irresponsabilidade
«A uma visão predominantemente economicista pode contrapor-se uma visão que não reduza a nação apenas à economia e que seja capaz de pensar o outro lado das coisas e da vida», disse, defendendo que «há mais vida para além» do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Manuel Alegre
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
O Nobre candidato
Ainda numa primeira reacção e sem nada ter lido sobre o assunto, parece-me que Fernando Nobre é uma figura respeitada, com um passado limpo e portanto uma figura interessante para a candidatura à Presidência, diferente daquilo que o país está habituado a ver. No entanto, é uma figura ausente da política e será um mistério para a maioria o posicionamento do candidato. Falta também saber quais as suas companhias. No fundo, se aos candidatos que já sabemos estarem na calha eu consigo dizer "por que não", é preciso que Nobre mostre o seu "por que sim".
Fernando Nobre candidata-se à Presidência
O presidente da Assistência Médica Internacional (AMI) irá anunciar a sua candidatura a Belém na próxima sexta-feira. Os "analistas" dizem que se trata da resposta dos Soaristas à candidatura de Manuel Alegre. Promete complicar a decisão de José Sócrates, se ainda for líder na altura de se decidir que candidatura irá apoiar o PS. Apraz-me dizer que o país precisa cada vez mais de assistência internacional, médica ou não.
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