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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Da hipocrisia das elites

Não é todos os dias que destaco o discurso de um político socialista, mas não posso deixar de dar antena ao discurso da líder da União Internacional das Juventudes Socialistas, a espanhola Beatriz Talegón. São dez minutos que devem ter feito corar de vergonha as elites, neste caso as socialistas, sempre cheias de si mesmas falando em nome de quem precisa de ajuda.

Partilho muitas das preocupações de Talegón ainda que seguramente discordemos sobre as soluções para os problemas com que a juventude se depara. Ainda assim, tenho de elogiar a lucidez com que abordou o plenário da Internacional Socialista.

Aqui fica, vale a pena ver até ao fim.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Disparates socialistas


Quatro meses depois da redução da velocidade máxima em 10km/h, para fazer face à escalada do petróleo, o governo Zapatero inverteu a marcha e voltou à base. Pelo meio ficou mais uma tentativa desastrada do padrinho espiritual do PS português de dizer às pessoas como devem gerir as suas vidas. Um governo cuja filosofia é ter no Estado e no dinheiro dos contribuintes a solução para todas as maleitas, não poderia deixar de agir face à subida do preço do petróleo. Mesmo quando nada pode fazer quanto a isso. Como se não tivessem suficiente trabalho a gerir a crise cuja inércia alimentaram, os socialistas espanhóis acharam por bem meter-se em mais um assunto privado dos cidadãos, no qual não têm de meter bedelho.

Naturalmente que os condutores sentem bem a subida do preço dos combustíveis (I know I do) e mudam os seus hábitos em consonância. Se alguns continuam a conduzir de uma forma que consome mais combustível, pago pelos próprios, que legitimidade tem um governo para interferir? Não entremos pelos custos ambientais e outras externalidades. Esses são respondidos pelos impostos sobre o consumo de produtos petrolíferos e sobre os automóveis consoante a eficiência.

São precisamente estes disparates que expõem a asneira que é confiar a pessoas tão boas ou tão más como quaisquer outras a missão de conduzir as nossas vidas. Achar que o Estado é uma entidade mitológica que sabe o que é melhor para nós e deve decidir em lugar dos indivíduos é, de facto, um disparate. O Estado é dirigido por pessoas, geralmente políticos. Arriscaria dizer que de diversos sistemas, o político não é particularmente meritocrático. Será que eles sabem mesmo o que é melhor para nós? Será que achamos que em caso de dúvida é melhor prescindir da nossa liberdade para que eles cuidem de nós? Não me parece.